dez mulheres suicidas

sexta-feira, 18 de maio de 2007

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Essa febre esquisita que não me diz muito a que veio. Talvez não saiba mais ler os sinais de seu próprio corpo. Disposição que podia ter é escolhida. Recantos de um sofá e gatos. O tempo que estanca corrido pra nos dar um tempo inexistente pra pensar no que fazer ou não. Que também é fazer. Nada que seja. Muitas histórias pra contar e pra acontecer-fato; Calendários de dias que não são vividos de medos que insistimos em ter, mesmo quando só fazem parte de uma imaginação que nunca se pretenderá verdadeira. Será que você me entende? E eu?
Os jornais formam pilhas que impedem a música do piano sair. A porta... não sei bem dizer o que ela significa já que está sempre fechada. Não sei o q dizer sobre ela. Mais uma vez invento coisas que não precisam existir.
Novidade é que temos um mundo, uma vida e todas essas coisas de previsões lidas quase que diariamente no horóscopo do jornal que não falta nunca. E lê-lo (o jornal) não necessariamente quer dizer se manter informado. Ás vezes ele funciona como... como uma etapa a ser cumprida do seu dia pra ele (o dia) se tornar menos vazio. Como agora. Infinitas possibilidades... E eu posso levantar e caminhar sem que pra isso precisemos de um milagre, não é, meu amor?
A secretária já não existe mais e o telefone não atendido ignora as pessoas. Quem será que são elas e o que elas querem com as gentes?
23 casas e nenhum lar. Há alguns anos que insisto em perder esperando...Godot. Não preciso discorrer muito sobre isso, pois esperar Godot explica tudo.
Me afasto de todas as coisas de que preciso de uma forma não muito honesta; nem comigo nem com as pessoas. E essas palavras que mantém tudo às incógnitas é porque ou querem dizer tudo, e assim as abrangem ou não querem dizer nada, e assim as abrangem também. Tão fácil simbolizar a falta do que dizer, do que sentir, do que não pensar e principalmente do que não fazer: coisas, tudo, o mundo, então, enfim, é isso aí, maneiro, eu também, podes crer e etc ou reticências ...
Sigo uma forma de fazer as coisas muito maligna pra mim mesmo: nunca completo as etapas. Tenho horror a isso! (a não completá-las, insisto em esclarecer) Mas sempre acontece. Como agora. Já não quero mais continuar, porque não quero entrar neste assunto. Vou começar uma outra coisa e deixá-la pela metade. Como sempre faço. Que é porque não tenha coragem de ir até o fim ou por ter aquele medo, que invento, de que o fim exista para as coisas. Mais uma vez Godot explica tudo...

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